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14.11.09

Meu pai é um livro

-Abuelita

Meu pai e seu livro
Sempre - Na biblioteca
entretido
Meu pai e um livro
Gostava mais de palavras
que dos amigos
Meu pai é um livro
Cheio de mistérios,
difícil de ser lido
Meu pai é um livre

Um vôo de cisne.

-Mais poesias

12.11.09

Red Hot Chili Peppers tocando Ramones

Red Hot tocando três covers do Ramones e falando sobre a banda, em show tributo. Não conhecia e achei massa.



-Conheça o primeiro disco dos Ramones
-Todas as notícias de música

9.11.09

Bettie Page - Musas






-Galeria de Pin ups
-Dita Von Teese recria o clima das pin ups


Tem um monte de títulos que tentam explicar o charme e a beleza de Bettie Page: "a rainha das curvas", "A Miss Pin Up Girl do Mundo"(título dado pelo próprio Hugh "Playboy" Hefner), "a maior modelo do século XX". Todas essas frases de efeito só aumentam, mas não explicam, a mística em torno dessa americana, nascida Bettie Mae Page , em Nashiville, 1923.

Bettie, filha de Walter Roy Page e a Edna Mae Pirtle, teve uma infância difícil. A família era pobre, ela passou um tempo no orfanato com suas irmãs e foi vítimo de abuso sexual. Seu próprio pai a violentou, quando ela tinha 15 anos.











Mas a história de Bettie não fica só no terreno da tragédia. Ela foi uma excelente aluna na escola, graduou-se bacharel em Artes na Peabody College e casou-se com Billy Neal. Foi o fotógrafo amador e policial, Jerry Tibbs quem clicou Bettie pela primeira vez. Sua franja e suas lingeries revolucionariam a moda. Disseram que Marilyn Monroe era a pin up mainstream e Bettie a pin up undeground. Eu digo que Bettie foi "a" pin up e ponto.

Nos anos seguintes, Bettie ficou famosa. Estampou as revistas "Eyeful", "Beauty Parade" e "Wink". Foi capa da Playboy de janeiro de 1955. Provocou a ira dos conservadores norte-americanos com suas fotos de inspiração sadomasoquista. Teve que depor no senado por seu "envolvimento com a pornografia".

Em 1958, casou-se novamente e retirou-se da vida pública tornando-se uma religiosa fervorosa até morrer aos 85 anos em 2008.

Na cultura pop, imortalizou o estilo pin up, inspirou a namorada do herói Rockteer e ganhou uma biografia onde foi vivida com perfeição por Gretchen Mol.

-Página oficial
-Nossa galeria de musas





-Trailer do filme "The Notorius Bettie Page"



7.11.09

"This is It" é "O Lutador" versão making of



-Mais música

“This is It”, filme que documenta os ensaios para a turnê de despedida de Michael Jackson, PODE ser o melhor making of da história da música. Mas continua sendo um making of, com todos os defeitos que isso acarreta.

Aqui não temos tomadas geniais, figurinos fantásticos ou inovações narrativas. No entanto, há uma boa história a ser contada: seria o canto do cisne do maior astro do pop. E ele morreu na véspera. Isso afasta o estigma de simples caça-níquel de “This is it”. Existe uma razão para o documentário existir.

A sensação que os ensaios passam é que Michael estava encarnando a trajetória de “O Lutador”, filme com Mickey Rourke(veja trailer abaixo). O personagem de Rourke é um veterano da luta-livre em decadência, seu rosto está deformado, ele toma remédios para continuar lutando, sua família está destruída e seus fãs são saudosistas. Quando descobre que tem um sério problema de coração, ele pensa em parar, mas vê que a vida fora dos ringues não faz sentido. Michael Jackson estava aposentado, mas o palco o chamava mais uma vez. A grande despedida. Como o personagem de Rourke, ele diz que seus fãs são sua família. Como Rourke ele dá seu último salto mortal direto na lona. O show não para.

-Assista mais trailers

Trailer de "O Lutador"

6.11.09

Grandes baixistas punk


-Assista os solos de grandes baixistas

O punk rock não foi construído em cima de grandes músicos, tecnicamente falando. O que valia ali, no mundo dos três acordes, era a criatividade, a atitude, a simplicidade em mandar sua mensagem direto pro ouvinte. Por isso, quando falamos de grandes baixistas na cena punk temos que considerar dois tipos: os que realmente tocavam bem e contribuíram para a hsitória do contrabaixo e aqueles que foram influentes. Abaixo segue nossa listinha. Se você não curtiu deixe seu comentário xingando e sugerindo outros nomes.

Sid Vicious, Sex Pistols






A adorável fraude. Ninguém tocou tão pouco para entrar na história do rock quanto Sid. Mas é ele que estampa a capa do livro "Rocks" do fotógrafo Bob Gruen e de "1001 discos para ouvir antes de morrer" de Robert Dimery, além de milhares de pôsteres, camisetas e até um filme, "Sid e Nancy".

Matt Freeman, Rancid






Dos poucos baixistas punk a constar sempre em listas de grandes instrumentistas do rock. Matt Freeman ataca em linhas de reggae e ska no Rancid, e é famoso pela velocidade com que que destrincha notas no solo de "Maxwell Murder". Provavelmente a única unanimidade dessa lista.







Robert Trujillo, Suicidal Tendencies & Inectious Grooves





Não vamos avaliar o trabalho do cara no mundo do metal. Mas no terreno do crossover do Suicidal Tendecies, Trujillo se destacou com seus slaps e grooves, atingindo seu ápice no funkeado "Infectious Grooves", o Red Hot punk. Um bom exemplo pra quem acha que baixistas de hardcore não podem ter boa técnica.







Darryl Jennifer, Bad Brains




Vindo de uma formação de jazz fusion, Darryl Jennifer segura forte a cozinha da virtuose hardcore que é o Bad Brains. Mesclando metal, funk, reggae e punk, o quarteto de Washington tem os melhores músicos que já passaram pelos 3 acordes. Mesmo sem ser um grande solista, Darryl merece entrar em qualquer lista que fale de bons músicos no HC.







Paul Simonon, The Clash







A Paul Simonon devem todos os baixistas de punk que passaram a tocar linhas de baixo inspiradas em reggae e outros ritmos negros. Anos luz à frente de seus conterrâneos, o jovem inglês inseriu groove nos três acordes, sendo o grande entusiasta do ritmo de Bob Marley no Clash. Além do ritmo jamaicano, Simonon se virou bem em incursões da banda pelo funk. É também o compositor do clássico "Guns of Brixton" e estampa a clássica capa de "London Calling" onde aparece destruindo seu baixo.







Fat Mike, NOFX






Carismático, o líder do NOFX é outro baixista a mesclar hardcore com reggae, trazendo linhas suingadas e cantando por cima. Contemporâneo de uma geração de bons músicos das 4 cordas no punk/hc.






Mike Watt, Minutemen & Stooges


O Minutemen é uma banda pouco conhecida dos EUA, que misturava punk com influências de funk, indie e jazz. Mike Watt, o baixista, foi um dos caras mais criativos do punk oitentista, mesclando slaps, palhetadas e escalas dedilhadas nas curtas músicas de sua banda. Desde 2003, Watt é também o responsável pelas 4 cordas dos Stooges.




-Lista com os melhores baixistas da história do rock


Flea, Fear & Red Hot Chili Peppers



Você me pergunta: que porra o Flea está fazendo nessa lista? E aí você esquece que ele tocou na banda de hc Fear por alguns anos(1982-1984). Além disso, como o próprio conta no vídeo acima, seu estilo é um cruzamento do groove de George Clinton com a intensidade do punk rock.








Pica-Pau, Ratos de Porão






O Ratos de Porão já tinha uns solinhos de baixo na época do Jabá, mas foi com o Pica-Pau que as 4 cordas tiveram seu melhor momento na discografia dos caras. O baixista gravou três discos clássicos(os dois "Feijoada Acidente?" e o "Carniceria Tropical"), sempre com o timbre gravão do seu Rickenbacker aparecendo em solos como de "Dotadão deve Morrer" e "Difícil de Entender", num estilo agressivo, mas que mantinha swing.






Dee Dee Ramone, Ramones




Comecei e terminei a lista com os piores músicos dos dez aqui presentes. Dee Dee sabia tocar baixo, mas era tosco. Não tinha técnica, mas foi o cara que influenciou Sid Vicious e companhia, fazia backing vocals, tinha presença de palco e compôs a maioria dos clássicos do Ramones. Dee Dee criou a figura do baixista de punk, com o instrumento no joelho, tocando com palheta e agitando sem parar. Entra aqui pelo pioneirismo.

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-Lista com os 100 melhores guitarristas da história, segundo a Rolling Stone